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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010
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Turismo e Negócio
Pólo Industrial com Faturamento recorde em 2008 - Ed. 88
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Pólo Industrial com Faturamento
recorde em 2008 - Ed. 88
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O aumento de produção, exportações, faturamento, geração de empregos no Pólo Industrial de Manaus (PIM), no primeiro semestre de 2008, superou em 31,46% o do mesmo período do ano anterior, consolidando o modelo ZFM e alcançando um resultado histórico que supera o faturamento de todo o ano de 2004 (US$ 14,190 bilhões) e próximo ao alcançado em 2005 (US$ 18, 916 bilhões). Outro indicador a ser comemorado é a retomada das exportações, que chegaram a US$ 568,561 milhões no semestre, 27,54% maior do que as de janeiro a junho de 2007.
Dentre os produtos que este ano registraram crescimento de produção, destacam-se os televisores com tela de cristal líquido (LCD), com 913.355 unidades produzidas, um volume 249,06% maior que a do mesmo período do ano passado. Desta produção, 261.660 TVs (LCD) foram incorporadas com receptor de sinal digital (set-top box). Os aparelhos de TV com tela de plasma registraram alta de 48,15% em comparação ao mesmo período de 2007, passando de 82.239 para 121.833 unidades.
A produção de motocicletas, motonetas e ciclomotores também teve um crescimento significativo. A oferta subiu 28,65%, passando de 1.219.236 para 1,94 milhão de unidades produzidas no primeiro semestre de 2008. Além desses produtos, apresentaram maior produção os aparelhos de telefonia celular (51,22%), compact disc – inclusive CD-ROM (36,20%), microcomputadores – incluindo portáteis (35,43%), relógio de pulso e bolso (31,61%), auto-rádio e aparelhos reprodutores de áudio (31,07%), set-top box (27,77%), aparelho telefônico – inclusive porteiro eletrônico (21,01%) e telejogo (9,22%).
Duas rodas – Atualmente líderes no ranking dos itens mais produzidos no PIM em 2007, as motocicletas registram novo crescimento em 2008 e chegam a marca de 1,94 milhão de unidades produzidas, o equivalente a um aumento de 11,9%. Quanto às vendas, espera-se para o novo ano uma elevação de 13,7%.
De acordo com os indicadores de desempenho divulgados pela Suframa, em 2007 a produção de motocicletas atingiu 1,75 milhão de unidades. Esse número representa crescimento de quase 23% em comparação ao anterior. O superintendente adjunto de Projetos da Suframa, Oldemar Ianck, destaca o bom momento do setor e prevê a continuidade de crescimento com base na ampliação do número de empregos no segmento, na aprovação de novos projetos para ampliação e diversificação das indústrias e na fabricação de componentes. No total, entre projetos aprovados e implantados no setor de duas rodas, existem 20 fabricantes, sendo quatro de bicicletas e 16 de motos - que concentram 99% da produção brasileira.
Enquanto a indústria automobilística escolheu o ABC como pólo de desenvolvimento, o setor de motocicletas fincou bandeira no PIM, atraído pelos incentivos fiscais que a região oferece. A trajetória do setor começou em 1975, com a Yamaha produzindo a RD 50 em Guarulhos, SP e logo depois a RD 125. A construção da fábrica da Honda em Manaus, em 1976, deu início à consolidação do Pólo de Duas Rodas, depois de algumas iniciativas tímidas locais. Em 1975 a produção nacional foi de 5.220 motociclos. Cinco anos depois, o volume avançou para 125 mil unidades e em 1983 chegou a 219 mil. Em pouco menos de dez anos, o setor elevou a produção em quase dez vezes. Em 2003 o setor chegou a 954.620 motociclos, dos quais 100.440 foram exportados. Cerca de 1.050.000 unidades foram produzidas em 2004, das quais 110 mil comercializadas no exterior.
O Pólo de Duas Rodas é responsável por 18% do faturamento global do PIM, perdendo apenas para o eletroeletrônico, que responde por 55%, cabendo ao setor químico 10% e ao termoplástico 5%.
Até 2003, as empresas fabricantes de motociclos investiram R$ 13 bilhões em Manaus, assegurando 8.498 empregos diretos. Embora somente parte da produção seja verticalizada em função do período de sua instalação, hoje já existe um pólo expressivo de fornecedores específico do segmento de motociclos no PIM. São 28 empresas que investiram R$ 2,635 bilhões e tiveram em 2003 receita de R$ 2,14 bilhões em fornecimentos diretos para os oito fabricantes de motociclos.
A Moto Honda da Amazônia figura em segundo lugar no ranking das cem maiores empresas locais, ficando apenas abaixo da Nokia. A Honda Componentes (também do ramo) é a sétima; e a Yamaha 17ª. Aparecem também na lista, entre montadoras e fornecedores, a Showa (31ª); PST Eletrônica (43ª); Multibras (44ª); Companhia Brasileira de Bicicletas (47ª); Nissin Brake (48ª); Denso (49ª); Caloi (55ª); FCC (64ª); JToledo/Suzuki (68ª); Metalfino (93ª) e Keihin (94ª).
A Honda, porém, lidera de forma disparada a produção de motos e quadriciclos com 85,2% de participação, vindo a seguir a Yamaha (motos) com 13,5%. Os outros 1,3% cabem aos demais associados da Abraciclo: a Harley-Davidson que montou em Manaus a primeira fábrica de motos fora dos Estados Unidos; a Kasinski (motos e triciclos); Agrale (motos); e a Companhia Brasileira de Bicicletas (bicicletas e motos). A JToledo/Suzuki e a Ava Industrial/Kavasaki, que não são associadas à Abraciclo e não compõem as estatísticas divulgadas, também fazem parte do Pólo de Duas Rodas.
Biotecnologia – Teias de aranha produzidas em laboratório, vacas que administram medicamentos no leite e plantas usadas na luta contra o câncer e AIDS poderia até parecer filme de ficção científica mas não é, pois representa uma realidade bem mais próxima do que se pode imaginar, desenvolvidas dentro de laboratórios brasileiros, em especial na Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, uma das 41 unidades de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília-DF.
Jeremy Rifkin, presidente da Foundation on Economic Trends, em Washington, EUA, autor de best-sellers, dentre eles O Século da Biotecnologia, garante que esta ciência é a segunda grande revolução industrial da história e analisa a mutação contemporânea como a emergência de um poderoso complexo científico, tecnológico e econômico resultando da convergência entre a revolução genética e a eletrônica. Essa convergência precipitaria a nossa entrada numa nova era: o século das biotecnologias, caracterizado por uma capacidade inédita de moldar a natureza e criar uma fauna e uma flora bioindustriais.
O domínio das técnicas em biotecnologia tem mostrado que pode beneficiar também os setores de saúde, indústria e alimentação, além de agregar valor aos produtos agropecuários, unindo o agronegócio ao setor farmacêutico e a indústria cosmética. Quinze grandes empresas - 13 delas norte-americanas - controlam as pesquisas mundiais em biotecnologia, cujo mercado genético promete lucros de US$ 110 bilhões dentro de cinco anos. O patenteamento de seres vivos parece ser o “ouro verde” do século 21, uma espécie de espoliação do patrimônio natural e cultural da humanidade, formado por milhões de anos de evolução biológica e práticas agrícolas milenares.
O empobrecimento da biodiversidade constitui uma das maiores preocupações da crise ecológica mundial, quando se estima que 50 a 300 espécies vegetais e animais desaparecem diariamente. Cerca de 11% dos pássaros, 20% dos répteis, 25% dos anfíbios, 25% dos mamíferos e 34% dos peixes estão atualmente ameaçados em todo o mundo, conforme denuncia a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), em sua “lista vermelha”. Por outro lado, a biopirataria despoja os países que ainda preservam a sua natureza, desse rico filão que é a biodiversidade, como o Brasil, por exemplo.
A rica biodiversidade amazônica ainda reserva muitos segredos e as florestas concentram 60% de todas as formas de vida do planeta, mas calcula-se que somente 30% de todas elas são conhecidas pela ciência. Nem sequer ainda conhecemos todas as espécies de peixes, pássaros, bichos ou microrganismos. Dezenas de espécies de primatas encontram abrigo na densa vegetação amazônica, cuja biodiversidade é explicada atualmente pela teoria dos refúgios, onde sobrevivem mais de 3 mil espécies só de árvores, imersas na fragilidade dos ecossistemas amazônicos, muitas delas gigantescas, com mais de 50 metros de altura, vivendo basicamente do húmus resultantes da vegetação em decomposição.
Por ser rico em biodiversidade, a biotecnologia é uma área que cresce no Estado do Amazonas e se apresenta como uma das saídas para o futuro do País, pois a Zona Franca de Manaus possui significativos lucros sobre exportações, com superavit de 54%, o que representa cerca de 20% na arrecadação do Estado e impulsiona na chegada de novas empresas ao PIM. Para desenvolver esse nicho natural e promissor da região, foi criado o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), dentro do Programa Brasileiro de Ecologia Molecular para o Uso Sustentável da Biodiversidade (Probem), do Governo Federal, com conselho representado pelos ministérios do Desenvolvimento da Indústria e do Comércio Exterior (MDIC), Ciência e Tecnologia (MCT), e Meio Ambiente (MMA). Para cumprir sua missão e atingir seus objetivos, o CBA está instalado no Distrito Industrial de Manaus e conta com 12 mil metros quadrados de área construída, 25 laboratórios, quatro unidades de apoio industrial e duas unidades de apoio tecnológico, além das unidades administrativas.
A missão do CBA é promover a inovação tecnológica de processos e produtos, incentivando e criando as condições básicas para apoiar o desenvolvimento das atividades industriais baseadas na exploração sustentável da biodiversidade amazônica. Objetiva transformar os conhecimentos gerados por institutos de pesquisa já existentes em produtos com valor agregado em toda a cadeia produtiva. Neste sentido, o CBA já vem desenvolvendo produtos e processos em parceria com instituições de ensino e pesquisa e com a iniciativa privada. Contribui ainda para o desenvolvimento regional, com geração de emprego e renda a partir da inovação biotecnológica, além de promover o conhecimento da biodiversidade amazônica associado às tecnologias necessárias ao seu aproveitamento econômico com agregação de valor na região amazônica.
Incubar, consolidar e projetar empresas de base biotecnológica por meio de incentivo e implementação de conhecimento é outra tarefa do CBA, além de promover ensaios farmacológicos; análises físico-químicas, bioquímicas e outros, para desenvolver produtos bioindustriais. Analisar DNA (animal e vegetal) é também função do Centro, inclusive a manipulação de cosméticos, alimentos funcionais e fitoterápicos em escala pré-piloto e piloto, além de ensaios toxicológicos.
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