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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010
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Meio Ambiente
Pesquisas ambientais na Amazônia Ed. 83
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Petrobras lança Ceap Amazônia, um centro de referência de desenvolvimento sustentável, e participa de projeto de pesquisa socioambiental ao longo do trajeto do gasoduto Coari-Manaus e entornos. No Dia Internacional do Meio Ambiente, em 5 de junho de 2007, no Teatro Amazonas, em Manaus, a Petrobras lançou o Centro de Excelência Ambiental da Petrobras na Amazônia (Ceap Amazônia), com a missão de atuar como um centro de referência em meio ambiente e desenvolvimento sustentável na Amazônia, reunindo a vanguarda tecnológica e o conhecimento científico necessário para a atuação da empresa na região, a fim de estimular a pesquisa, a educação e a difusão do conhecimento para elevar a competitividade da Petrobras.
A imensa importância do desenvolvimento sustentável da Amazônia e de ações que possam concretizá-lo foi a tônica dessa cerimônia que reuniu a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, o diretor de Gás e Energia da Petrobras, Ildo Sauer, que representava o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, o secretário estadual de Meio Ambiente, Virgílio Viana, representando o governador do Amazonas, Eduardo Braga, o prefeito de Manaus, Serafim Corrêa, o coordenador de Ciências Naturais da Unesco no Brasil, Celso Salatino Schenkel, além de executivos e representantes de universidades, entidades científicas, empresariais e do setor de responsabilidade social. Em seu discurso, Marina Silva destacou que o grande desafio do Ceap Amazônia é colocar em uma única equação o desenvolvimento da Amazônia e a sua conservação. “É muito importante que empresas como a Petrobras estejam interessadas em produzir valores não apenas econômicos, mas também civilizatórios”, enfatizou a ministra, lembrando a necessidade de reverter a questão da mudança climática através de uma visão mais solidária e fraterna.
Um folder foi distribuído no evento com informações sobre um livro que está sendo elaborado pelo projeto, cujo teor é a biodiversidade da província petrolífera de Urucu, obra que reunirá em primeira mão informações sobre a flora e fauna da região que está sendo pesquisada. O livro tem ainda o objetivo de ampliar o conhecimento sobre o tema e divulgar parte dos resultados das pesquisas realizadas pelas equipes técnicas e científicas do Inpa, Mpeg, Ufpa e Ufra na bacia do Rio Urucu.
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Piatam – Ao desenvolver atividades de risco inerentes à indústria de petróleo e gás na Amazônia, a Petrobrás decidiu ser co-executora e financiadora majoritária do programa Potenciais Impactos e Riscos Ambientais da Indústria de Petróleo e Gás no Amazonas (Piatam), criado pela Ufam, consolidando assim a maior iniciativa científica inteiramente idealizada e coordenada por brasileiros a ter lugar na Amazônia. O Piatam é um grande programa de pesquisa socioambiental criado para monitorar as atividades de produção e transporte de petróleo e gás natural oriundos de Urucu, a maior província petrolífera terrestre brasileira, localizada em plena Floresta Amazônica.
Reunindo mais de cem pesquisadores, o Piatam promove excursões para coleta de dados no trecho do Rio Solimões por onde navegam os petroleiros: entre Coari, onde se localiza o Terminal do Solimões (Tesol), que recebe e embarca o óleo produzido em Urucu, e Manaus, onde está a refinaria Isaac Sabbá (Renam). As excursões acontecem quatro vezes ao ano, durante as diferentes estações hidrológicas do rio (enchente, cheia, vazante e seca). São 400 km percorridos pelo barco de pesquisa e visitadas nove comunidades ribeirinhas.
Ao longo de dez dias, pesquisadores e técnicos coletam dados e amostras sobre os ecossistemas e as populações humanas. Todas as informações geradas são armazenadas em um banco de dados integrado ao Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia) e geram produtos para gestão ambiental, tais como mapas de sensibilidade a derramamentos de óleo. Paralelamente, as pesquisas produzidas pelo Piatam vêm aprofundando o conhecimento científico sobre a região.
“Não existe nada igual desse porte na Amazônia a cargo de brasileiros. Por intermédio do Piatam, programa multidisciplinar de pesquisa sócio ambiental, são monitoradas as atividades de produção e transporte de petróleo e gás natural oriundos de Urucu, situado na Floresta Amazônica e pertencente à Petrobras. Além disso, são estruturados e disponibilizados dados ambientais sobre os ecossistemas amazônicos em que a Petrobras atua, em especial no eixo ao longo do Rio Solimões que fica entre Urucu-Coari e Manaus. A companhia está presente ali por intermédio do Terminal do Solimões, da Refinaria Isaac Sabbá e de um poliduto de 280 km. Com base nesses dados, são avaliados os riscos das atividades desenvolvidas na região, de modo a reduzir impactos ao meio ambiente e às comunidades do entorno. Todos se beneficiam, já que o conhecimento gerado é retornado à sociedade”, conta o gerente-geral de Pesquisa e Desenvolvimento de Gás, Energia e Desenvolvimento Sustentável do Cenpes, Ricardo Castello Branco.
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A amplitude do programa pode ser mensurada pelo fato da província de Urucu contabilizar a produção de cerca de 53 mil barris de petróleo por dia (o segundo maior volume de óleo produzido no Brasil), 9,9 milhões de metros cúbicos de gás natural e 1,2 mil toneladas de GLP, que abastece toda a região amazônica e parte do Nordeste. Isso se dá no território brasileiro (cerca de 60%) da maior floresta tropical úmida do mundo, cuja biodiversidade é tão rica que reúne cerca de 20% das espécies de animais e vegetais já catalogadas no mundo. Daí não existir, hoje, apenas um Piatam e, sim, uma série de projetos em continuidade a um projeto inicial do qual a Petrobras ainda não participava diretamente – o Piatam II, o Piatam III e o Piatam IV, financiados pela Petrobras e pela Finep, e também o Piatam Mar, o Piatam Oceano, o Piatam Oeste e o Piatam Urucu, financiados integralmente pela Petrobras.
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A família Piatam integra a carteira de projetos do Programa Tecnológico de Meio Ambiente da Petrobras (Proamb), sendo que a coordenação científica cabe a especialistas do centro de pesquisas e desenvolvimento da companhia, o Cenpes, e a coordenação institucional fica a cargo da unidade corporativa de Segurança, Meio Ambiente e Saúde da Petrobras.
Para reunir esta vanguarda tecnológica e o conhecimento científico acumulado, a Petrobras lançou o Centro de Excelência Ambiental da Petrobras na Amazônia (Ceap), com R$ 500 milhões de investimentos até 2012.
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